A Geometria e o Amor

 

Aos 17 anos de idade, Madame de Stael estava sendo educada num convento da França. Costumava ir visitar uma amiga, que vivia do outro lado da praça, para a qual dava uma das fachadas do convento. Um irmão dessa amiga insistia sempre  em acompanhá-la no regresso  a casa, e conduzia-a, ladeando duas das faces da praça.

 

Mas, como as primeiras impressões causadas por ela iam perdendo o primitivo ardor, ele, gradualmente, e de visita para visita, foi encurtando o caminho; até que, por fim adotou a linha mais curta, seguindo pela diagonal da praça.  Madame de Stael, relembrando mais tarde este caso, observou: "Deste modo, reconheci que o seu amor foi diminuindo, na proporção exata da diagonal para os dois lados do quadrado."

 

Com essa observação, de forma puramente matemática, quis, talvez, a autora de Delphine revelar os seus conhecimentos sobre uma proposição famosa da Geometria: "A relação entre a diagonal e o lado do quadrado é igual à raiz quadrada de 2."

Formulou, entretanto, uma comparação falsa, errada e inaceitável em Geometria.

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