Os Nós

O uso dos nós pode ser anterior aos seres humanos modernos (Homo Sapiens). Por exemplo, foram descobertas numa caverna em Marrocos conchas coloridas com ocre trespassadas por buracos, com cerca de 82 mil anos. Outras provas arqueológicas sugerem que o uso de missangas é muito mais antigo nos seres humanos. A furação implica o uso de cordão e de nós para fixar os objetos a um laço, tal como um colar.

A quinta-essência dos nós ornamentais é exemplificada pelo The Book of Kells, um Evangelho ilustrado com motivos ornamentais, produzido por monges celtas, de cerca de 800 anos antes de Cristo. Nos tempos Modernos, o estudo dos nós, como o nó trifólio, com três cruzamentos, faz parte de um ramo extenso da matemática que estuda ciclos fechados com espiral. Em 1014, o matemático alemão Max Dehn (1878-1952) demonstrou que, refletidas por um espelho, as imagens do nó trifólio não são equivalentes.

Durante séculos, os matemáticos tentaram desenvolver formas de distinguir emaranhados semelhantes a nós (chamados não nós) de nós verdadeiros e distinguir nós verdadeiros dos outros. Ao longo dos anos, os matemáticos criaram aparentemente tabelas infinitas de nós distintos. Até hoje, foram identificados mais de 1,7 milhões de nós não equivalentes com fotografias contendo 16 cruzamentos ou menos.

Atualmente, são dedicadas conferências inteiras ao temo dos nós. Os cientistas estudam os nós em domínios que vão desde a genética molecular - para nos ajudar a desfazer um nó do ADN - à física de partículas, uma tentativa de representar a natureza fundamental de partículas elementares.

Os nós foram sempre fundamentais para o desenvolvimento das civilizações, usados para apertar roupa, prender armas ao corpo, criar abrigos e permitir a navegação dos navios e a exploração do mundo. Atualmente, a teoria dos nós na matemática tornou-se tão avançada que os meros mortais consideram estimulante perceber as suas aplicações mais profundas. Em poucos milênios, os seres humanos transformaram os nós, de simples laços em modelos do próprio tecido da realidade.

 

 

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